LEMBRETE!

Palavras, silêncio... Tudo fere se estamos ressentidos.
Gi Barbosa

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Amor e Desejo

Alice estava acostumada com desejo, mas tinha tanto medo do amor.
Amor e Desejo
Era fácil e confortável  saber que a queriam assim eventualmente, quando em vez e apenas para satisfação de desejo carnal, mas deveras complicado quando se mostravam apaixonados, dispostos a estar com ela simplesmente pelo fato de ser a meiga e frágil Alice e não aquela mulher forte com sensualidade latente, jeito manhoso e convidativo.
E sempre que o amor batia na porta, Alice desconfiava, punha-se arredia, não conseguia acreditar que era verdade.
É que Alice estava, de verdade, muito acostumada com o desejo, mas não fazia ideia do que era o amor. Mesmo porque quando o amor apareceu ele veio carregado de desejo e de repente não era mais que isso
Algumas vezes Alice julgava ter conhecido o amor, mas quase sempre tinha plena convicção que ele nunca lhe havia batido à porta e acostumada com o desejo o seguia, o procurava, e sempre o encontrava.

Gi Barbosa Carvalho

0 comentários:

Postar um comentário