LEMBRETE!

Palavras, silêncio... Tudo fere se estamos ressentidos.
Gi Barbosa

sábado, 19 de novembro de 2016

Sofrer ou sofrer?

Sofrer ou sofrer?
Em um dia atípico onde a escuridão em um lado nublado e enegrecido contrasta com uma parte onde o sol brilha majestoso um tema brota da memória e junto com ele um turbilhão de certezas e incertezas.
As escolhas são bênçãos ou maldições?
A liberdade de escolher é uma lástima e as vezes acaba com a gente!
Certa feita alguém me dizia de forma bem enérgica que não se pode culpar os outros por nossas escolhas. Concordei com ressalvas, é óbvio. ..Afinal há situações na vida em que temos apenas duas dolorosas , sofríveis e devastadoras escolhas.
E pq acontece assim?
Pq nossas escolhas precisam ser feitas a partir da escolha que outro já fez.
Quer um exemplo divino?
A escolha de Jesus!
A cruz e o sofrimento para redimir a humanidade ou a dor de ver toda criação de Deus perecer no inferno eternamente.
Qual decisão te parece fácil, visto que amava a humanidade?
E foi movido por este amor que Jesus escolheu a cruz e o sofrimento próprio em lugar do sofrimento alheio.
Fosse movido por outro valor teria desistido do ser humano.
Ora, se Adão e Eva não tivessem condenado toda a raça humana Jesus jamais teria enfrentado o dilema de escolher entre sofrer ou sofrer.
Pessoas que amamos nos colocam constantemente frente à escolhas difíceis. Escolhas que também implicam em sofrer ou sofrer.
Precisamos é aprender a suportar
pra não cair em profunda depressão.
Se nossas escolhas forem motivadas por amor, talvez no futuro tenhamos a possibilidade de escolher entre ser feliz ou ser feliz!


Gi Barbosa Carvalho

domingo, 23 de outubro de 2016

Fotos ou chamada de vídeo

Tem gente que ama um envio de fotografias, eu prefiro chamada de vídeo. Gosto de ver sorrisos, olhares e expressões diferenciadas e imperfeitas.

O estático em geral pouco me agradou , talvez por ser eu a agitação em pessoa, mas entendo que na sociedade em que vivemos tudo é tão descartável e sem relevância para muitas pessoas que dispensar tempo interagindo olho no olho esteja fora de cogitação.
É que falar por vídeo requer certa exclusividade que uma conversa no Whats app não exige e nela o olhar denuncia muito quem somos de verdade. Fica mais difícil usar máscaras e fazer tipos.
Pelo zap, ao contrário se pode falar com 10 pessoas ao mesmo tempo e para cada uma interpretar um papel.
Mas no fim somos o que somos, né?
Alguns conseguem estar disponíveis para uma pessoa por vez e conhecer profundamente um a um , já outros preferem o superficial da vida.
Bom, preferências à parte eu ainda acho muito mais interessante 5 minutos numa chamada de vídeo que 1 hora numa conversa no zap.
Gi Barbosa Carvalho

sábado, 22 de outubro de 2016

AMORES DE MENTIRINHA

Tem período da vida que a gente só quer amar e ser amado(a) e de tanto querer baixa a guarda e se permite encontrar um grande amor. Não é exagero dizer que a gente flutua, nossos pensamentos fluem cheios de delírios e de desejos ( bem como diz a música) e parece que viver vale mais a pena que de costume.

Quando se pensa ter perto aquilo que todos buscam incessantemente ( mesmo os que dizem não se importar) a existência é um sonho com direito a borboletas no estômago, suspiros e ais. E quem não gosta de suspiros e ais ,não é?
Mas na sociedade condicionada ao descarte raro é o amor encontrado que não acabe num dado momento se encantando de outro ser humano, continuando uma busca do que supostamente você já tinha achado.
Pois é amigos, e quem pode dizer que não se enganou de metade da laranja e qual apaixonado poderia adivinhar que aquela luva não foi feita para a sua mão , embora seja nisso que queira acreditar.
Há amores de mentirinha e em boa parte dos casos é bom acreditar  neles que não acreditar em nada.
Pode ser que a sensação de perder um suposto amor não seja tão agradável quanto é o de encontrá-lo, contudo faz parte da vida viver e ser feliz por um tempo com esses AMORES DE MENTIRINHA.
Gi Barbosa Carvalho.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Apelidinhos Românticos

Ah, os apelidos românticos. Aqueles que a gente encontra na alma do outro . Olhamos e de repente encontramos um príncipe, um nego, um bb, um preto, um reizinho.
Claro que o resto do mundo odeia os apelidos que um enamorado encontra na alma do outro e meio que fica enojado ou enciumando quando alguém carinhosamente e em público diz:
- Vem cá minha preta linda, minha princesa. EU AMO VOCÊ!
Apelidinhos Românticos



É pq apelido carinhoso é coisa mesmo de quem está amando, e quem ama ( assim como quem vive feliz) é meio criança e não tem senso de ridículo pq acha mesmo ridículo é não amar, é não expor o que grita dentro da alma o que faz o coração pular de alegria.
E devia ser muito fofo de ver, muito incrível de constatar que dentro de cada alma há um apelido carinhoso esperando. Um nome especial que o identifica para uma pessoa igualmente especial.
Percebam vocês que quando o namoro está bem no comecinho vai se utilizando o primeiro apelido fofinho , aquele que será abandonado logo que a gente aprende ler o coração do outro e encontrar dentro dele o nome ideal que lhe cabe:
Amor, moreco, fofinho, menina, nego, anjinho, paixão, docinho, linda, lindo, lovezinho.
Mas quando a agente encontra, ah quando a gente encontra o olhar e o batimento do coração da pessoa que amamos diante de um carinho tão "bobo" nos deixa em tal alvoroço que parece que renascemos a cada palavrinha.
- Vem, cá meu preto. Tu sabe que eu vou te amar pra sempre, né?
E quem precisa de mais para ser feliz?

Gi Barbosa Carvalho

domingo, 16 de outubro de 2016

O coração quer o que quer

A beleza é atrativo e desde que o mundo é mundo nos encantamos por este ou aquele após uma simples passada de olho. Bem verdade que beleza não põe mesa (como diz o ditado popular), mas quem seria fingido a ponto de dizer que não se ocupa do que lhe parece agradável à vista? Que não dá ibope ao que é lindo? Que não facilita a entrada ao coração daqueles cuja aparência física lhe desperta forte atração?
A beleza é atrativo sim, mas quem seria insano a ponto de desconsiderar um início de conversa por conta de aparência física?
Muita gente, eu diria. O mundo anda mesmo cheio de loucos.Loucos e infelizes.
Pessoas presas à aparência, pessoas que cobram dos outros que estejam dentro de um padrão midiático e cobram delas mesmas ainda que nunca consigam um encaixe nesse padrão.
Tem gente de tal forma presa à questão de aparência que acredita piamente serem todos os indivíduos iguais, acreditam que todos fecham a porta para o que não é "belo" e sofrem demasiadamente por não serem a seus próprios olhos pessoas bonitas.
E , de verdade, beleza até chama a atenção, mas jamais é a aparência física que prende. O que prende a gente é bem mais pois não apenas nos deliciamos com os olhos, mas sentimos com o coração.
E o coração quer o que quer .
O coração não escolhe por atributo físico, o coração escolhe outro coração que o cative, que o amoleça que o faça sonhar. E para o coração a beleza vem da alma e não da casca.

Gi Barbosa Carvalho

sábado, 15 de outubro de 2016

Perdidos no tempo

Quando o dia amanheceu ela esperava eufórica por seu príncipe.
Aguardava ansiosa por proteção e sequiosa por um beijo, mas ele não veio.
Perdidos no tempo

Entardeceu e ela cuidando de seus afazeres no trabalho ainda aguardava um contato, um olhar, um momento de contentamento oferecido por um lindo príncipe e tão cheia de esperança que chegava a comover os colegas no serviço. Não se importava com os olhares de reprovação , pois tinha uma certeza em seu coração. Ele era um príncipe e os príncipes sempre surgem quando mais se precisa deles. E nesse pensamento indagou-se se deveras precisava.
E precisava!
Precisava dele para sorrir, para não ter medo do futuro, para ter ao lado de quem caminhar, pra se aninhar em seus braços e sentir que era amada.
Era uma donzela antiga presa em tempos modernos onde quase não existem príncipes e ninguém tá muito interessada em ser princesa, além dela.
Anoiteceu e em casa trancada em seu quarto a esperança ia se esvaindo de pouco em pouco e ela chorou copiosamente.
De fato, o príncipe não veio e ela adormeceu pensando se ele existia ou era apenas fruto de sua imaginação.
Mas o príncipe existia, contudo preso aos tempos modernos estava fazendo serão no trabalho para conseguir construir um castelo de 3 cômodos que pudesse abrigar o amor dos dois.

Gi Barbosa Carvalho


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Tão Linda

Esta semana uma canção me tomou a mente. Sabe quando tu se pega cantarolando um refrão?
Pois bem, a música era em inglês e eu não falo inglês. Cômico né?
Ficava meio assim pela casa:
"So Beautiful to me "
Tão Linda
Ontem a encontrei e tô cá sonhando acordada com essa melodia incrível e com essa letra espetacular.
Vou destacar meu trecho preferido e  deixar a música para que vocês possam escolher o de vocês.
E então nós dançamos ao ritmo
Que está queimando como uma chama.
E quando você me toca eu quase não consigo me mover,
Você tira meu fôlego.

Você me dá tudo que eu desejo sentir
Quando nós nos tornamos como um [único ser]
E então você me leva ao paraíso do seu coração.
Ninguém jamais te falou [que]
Você é a melhor coisa que já existiu?



Linda né?
É pra você pensar que vai ouvir de seu amado no dia do casamento <3

Gi Barbosa Carvalho

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Amor e Desejo

Alice estava acostumada com desejo, mas tinha tanto medo do amor.
Amor e Desejo
Era fácil e confortável  saber que a queriam assim eventualmente, quando em vez e apenas para satisfação de desejo carnal, mas deveras complicado quando se mostravam apaixonados, dispostos a estar com ela simplesmente pelo fato de ser a meiga e frágil Alice e não aquela mulher forte com sensualidade latente, jeito manhoso e convidativo.
E sempre que o amor batia na porta, Alice desconfiava, punha-se arredia, não conseguia acreditar que era verdade.
É que Alice estava, de verdade, muito acostumada com o desejo, mas não fazia ideia do que era o amor. Mesmo porque quando o amor apareceu ele veio carregado de desejo e de repente não era mais que isso
Algumas vezes Alice julgava ter conhecido o amor, mas quase sempre tinha plena convicção que ele nunca lhe havia batido à porta e acostumada com o desejo o seguia, o procurava, e sempre o encontrava.

Gi Barbosa Carvalho

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Tua barba


Tua barba me roça a pele
Me atiça, me excita,
Meu corpo em êxtase suplica

Que me toque
me enlouqueça
Seja bonzinho: OBEDEÇA

Grita meu nome
não precisa me amar
Só de mel me lambuzar

Vou ao céu em um segundo
- Mais forte, mais profundo
É o melhor amor do mundo!

Gi Carvalho

Namoro à distância

E daí se são 2.000 KM ou 4.000 MILHAS?
A distância não existe quando duas pessoas desejam muito viver um grande amor.
Lispector escreveu:
"Às vezes o amor que se dá pesa, quase como responsabilidade na pessoa que o recebe"
E talvez seja por isso que as pessoas encontrem as desculpas mais esfarrapadas para fugir de um compromisso quando poderiam simplesmente dizer que têm medo, que vão se machucar, que imaginam não valer tão a pena assumir a responsabilidade de cuidar do amor que alguém lhe devotou.
Mas, e daí se são 2.000 KM ou 4.000 MILHAS?
Quando o coração bate forte e a saudade de alguém que nunca foi tocado aperta no peito, não valerá a pena ( ainda que sofra mais tarde) abraçar um sentimento e ser feliz hoje?
Namoro à distância
Mas a gente se desilude fácil e guarda na memória as experiências ruins, e como Clarice, se faz uma promessa: "farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas."
E por conta desse medo não nos permitimos amar e receamos não encontrar desculpas para não viver uma aventura.
E daí se são 2.000 KM ou 4.000 MILHAS?
A distância é invisível quando dois corações se amam e têm à disposição tanta tecnologia e tamanha vontade de estar juntos.E quem quer vai até na lua de triciclo.
E daí se são 2.000 KM ou 4.000 MILHAS?
Agarre o sentimento, pule nesse abismo louco de sonhos e seja feliz apesar da ausência do toque da pele pq essa distância pode ser diminuída a qualquer momento e não vale a pena desistir de tocar a alma de alguém e ter o coração repleto de sonhos simplesmente por conta de 2.000 KM ou 4.000 MILHAS.

Gi Carvalho.